• 01
  • 02
  • 03
  • 04
  • 05
  • 06
  • 07
  • 08
  • 09
  • 10
  • 11
  • 12
  • 13
  • 14

Assessoria de Arte, Cores e Decoração

Com projetos cuidadosamente elaborados, por arquitetos damos um toque personalizado ao inserirmos uma obra de arte que expressa o sentimento do comprador.
Não apenas seguindo as tendências de cores e texturas, mas acima de tudo orientando na escolha de suportes, molduras e técnicas adequadas para sua decoração.
Possuimos um portifólio de mais de uma centena de aristas, e fotógrafos que podem fazer de sua casa muito mais do que um showroom.

ASSESSORIA EM COMPOSIÇÃO DE CORES
Assessoria prestada a todos os projetos que requeiram uma boa solução de composição cromática. Conforme as características do projeto, a acessoria pode ser realizada através de reuniões e visitas.
Também podem ser requisitados estudos de composições e especificação de padrões de cores para ambientes; fachadas; produtos, embalagens e comunicação visual.

DICAS:

A ARTE, AS CORES E A TECNOLOGIA DIGITAL:
Há ainda quem torça o nariz para a arte criada com o auxílio do computador, mas o fato é que a cada dia aumenta mais o número de usuários dessa ferramenta que ajuda a fazer arte e que vem permitindo uma maior democratização dos conhecimentos artísticos, além de aumentar o número de interessados na arte tradicional. Alguns artistas com origem nas telas com tinta a óleo já integraram às suas criações o computador, assim como a fotografia, a serigrafia e outras formas de materialização de suas artes.

A artista plástica indiana Mamta Baruah Herland, atualmente residente na Noruega, é uma das defensoras das novas tecnologias que facilitam a vida dos artistas, reduzindo as operações manuais e aumentando o tempo para a criação. Mamta estudou Artes Visuais em Sidney, na Austrália, Design Gráfico na Noruega, e fez mestrado na Universidade de Southampton, na Inglaterra, defendendo tese sobre a arte digital.

O objetivo de sua dissertação foi investigar o impacto da reprodução da pintura artística por método digital em plotadoras e impressoras de jato de tinta. Segundo ela, a adaptação da tecnologia digital por artistas desafia concepções e suposições convencionais sobre o trabalho, qualidade e conceito de originalidade, além da sua aceitação no mundo da arte.

A artista explica que, com o computador, a imagem digitalizada pode ser 'sintetizada' com outras imagens criadas por métodos tradicionais. Através da Internet, os artistas colaboram com outros criadores geograficamente separados e as obras finais são apresentadas e vendidas na World Wide Web. Segundo Mamta, o uso da tecnologia digital na criação de arte pode influenciar as idéias, atitude e percepção dos artistas, resultando em possibilidades para uma mudança do índice, da forma e do contexto da obra artística.

A reprodução de uma obra de arte por método digital é outro ponto mencionado pela artista que destaca o alto grau de fidelidade hoje obtido. A cópia de pintura por impressora de jato ou plotadora digital, também conhecida como Giclée, palavra francesa que define a reprodução por pulverização mecânica de tinta, é um assunto relativamente novo e com pouca literatura relevante disponível. Mamta diz que o Giclée e a Internet representam também amplas possibilidades para os artistas, os quais passaram a ter maior liberdade para criar, a possibilidade de saídas para grandes formatos e maior exibição de seus trabalhos no mercado.

Na opinião de Mamta, os computadores representam um desafio tão dramático para a pintura quanto aquele produzido pela fotografia há cem anos. Segundo ela, a tecnologia digital não substituirá os velhos meios, mas incentivará novas maneiras de pensar e de trabalhar, criando uma sinergia e uma integração entre os processos velhos e novos, além ampliar a diversidade e liberdade para a criação. A artista explica que a arte atua sobre o campo das idéias e não sobre a tecnologia que, entretanto, oferece possibilidades de novas idéias.

O debate da originalidade de uma obra de arte não é uma discussão nova. Antigamente, as cópias eram feitas manualmente. O desenvolvimento de processos fotomecânicos no século XIX tornou possível copiar mecanicamente trabalhos de arte. A tecnologia digital, entretanto, levantou uma questão sobre a originalidade de uma maneira totalmente diferente, uma vez que a arte é projetada para a reprodutibilidade. Em um computador tudo é representado como números, dígitos binários (zeros e uns). Pode-se conseqüentemente discutir que o original de uma imagem digital é o código binário, intangível e não percebido até ser reproduzido por alguns meios eletrônicos - como um monitor ou uma cópia digital.

Mamta lembra que na obra “A Arte na Era da Reprodução Mecânica” (1936), Walter Benjamin já indicava essa 'aura' da arte, baseado na unicidade, escassez e ritual, que é eliminada pela reprodução mecânica e pela produção maciça. Em vez de ser baseada no ritual, a arte começa a ser baseada em uma outra prática - política. Ele dizia que quando isso ocorresse, a arte tornar-se-ia mais acessível e mais democrática, o que está ocorrendo.

A 'aura' e o valor, nos dias de hoje, foram substituídos por um outro ritual, o valor do exibição. A arte reproduzida digitalmente elimina a figura do trabalho original, uma falta que em parte pode ser compensada pela possibilidade de apreciação em muitos lugares. Há 70 anos, o poeta francês Paul Valéry (1871-1945) já dizia que as inovações podem mudar completamente as formas de fazer e entender arte. Assim, devemos esperar que inovações transformem técnicas inteiras de artes, afetando a própria invenção artística e provocando uma mudança em nossa noção de arte.

Mamta diz que a Internet e a impressão digital são usadas atualmente por um número crescente de renomados artistas que exibem e vendem seus trabalhos para compradores de várias partes do mundo. Os museus e as galerias internacionais com grande reputação também aceitam e compram as obras reproduzidas digitalmente, evidentemente por um valor bem mais acessível que a obra original e única.

Um outro capítulo para discussão é a produção de arte diretamente no computador. A possibilidade de infinitas cores à disposição dos artistas já é um fato, assim como ferramentas que fazem o papel de pincéis eficientes e precisos. As obras com relevo nas impressões digitais é uma questão de tempo.

TABELA DE CORES- WEB

TENDÊNCIAS DE CORES

O tom Cheiro-Verde deverá ser a cor do momento, segundo a sexta edição do Colour Futures, livro que aponta as tendências de cores e estilos para o próximo ano. O PQI (Instituto de Qualidade a Pintura) aponta que a cor laranja e os tons de verde ganharão destaque neste ano. A questão da sustentabilidade, tema que também ganha cada vez mais destaque na área de design, foi fundamental para a escolha das paletas de tendência.

Segundo a sexta edição do Colour Futures, trata-se de um verde refrescante e de efeitos relaxantes. Esta cor do ano representa o perfeito alinhamento entre a natureza e a ciência, em busca de um sentido harmonioso e sustentável para nossas vidas. O tom Cheiro-Verde remete à importância da água para o ecossistema, a tecnologia das luzes LED (Diodo Emissor de Luz), bem como o complexo equipamento de monitoramento dos laboratórios que são essenciais para nosso bem-estar e progresso. “A cor do ano transmite tranqüilidade, progresso, renovação, responsabilidade e sociabilidade”, esclarece Paola Vieira, gerente de Colour Marketing da Coral e representante brasileira dentre as nove especialistas em cores, internas e externas à companhia, responsáveis pelo estudo. Devido a estas características, o verde Cheiro-Verde tem um papel importante tanto no design de interiores como em áreas externas da casa, podendo ser aplicado em diversos ambientes sem perder a personalidade.

Ainda de acordo com a especialista, em ambientes mais modernos a cor do ano funciona bem quando alinhada a vidro, aço ou concreto, e combina com uma paleta de cinzas, azuis suaves, lilás acinzentado e chocolate. Caso a intenção seja criar um ambiente mais quente, Paola aconselha utilizar tons mais cálidos, como o ameixa, terracota, pêssego e rosa cor da pele.

Para Franco Faldini, Líder Regional America Latina PQI, os tons de verde induzem ao equilíbrio, à esperança, à perseverança, saúde, segurança e à fertilidade. Os tecidos a serem utilizados também ganham destaque no estudo, principalmente os de fibras naturais como o linho, o algodão e as sedas. “Mesmo em ambientes menos sofisticados, podemos usar cores e tecidos bordados para dar um toque pessoal, com charme atual”, ressalta o executivo.

Já o laranja foi escolhido pela sua personalidade própria. Para Faldini, o tom é perfeito para cozinhas e salas de almoço, por estimular o apetite, assim como em salas de estar por se tratar de uma cor alegre e que estimula a conversação.

Além das tendências brasileiras, o PQI também divulgou tendências gerais voltadas a vários outros países e regiões. Cinza, Azul Marinho, Marrom e Preto, assim como os efeitos decorativos de Zigue-Zague e pontos com risca são algumas das tendências. Além disso, as paletas de cores de 2009 terão foco sustentável, levando em consideração a “eco-consciência”, com cores mais botânicas como Poeira Púrpura, Azul profundo, Bronze metálico e Rosa avermelhado. “As cores em alta representarão a preocupação ecológica e sustentável atual do ser humano”, finaliza Faldini.


CORES CERTAS
Além do tom Cheiro-Verde, o Colour Futures também revela os cinco temas-chaves para o próximo ano: “Ecoarquitetura”, “Dimensões do Branco”, “Herança Cultural”, “Equilibrium” e “Diversão em Casa”. Cada tema é uma coleção de cores baseada nas várias famílias que, em conjunto, refletem tendências de estilo. De acordo com Paola Vieira, 76 cores foram utilizadas para compor o livro, sendo que algumas aparecem em mais de um tema.

O tema “Ecoarquitetura” surgiu a partir de um novo panorama, no qual a maioria das pessoas está preocupada com a construção sustentável, que respeite o meio ambiente. Altíssima tecnologia e sistemas inteligentes estão sendo utilizados para buscar soluções ecologicamente eficientes. Sua paleta tem cores suaves, vindas da natureza, como palha, azeitona, salgueiro e água, que são avivadas e refletidas por verdes tecnológicos, azuis do mar e tons arquitetônicos mais profundos.
“Dimensões do Branco” tem a luz como seu principal elemento, permitindo uma sutil integração de tonalidades e contrastes. O visual leve e aéreo traz um toque de magia moderna e futurista. A coleção de cores combina novos brancos delicados e cor de giz com assombreamentos comedidos e sutis, que fazem fundo aos tons mais fortes relativos à construção, tais como ferrugem, barro e ardósia escura.

Já a “Herança Cultural” aborda um novo enfoque sobre o design e o artesanato: as microproduções e edições limitadas criadas em comunidades sustentáveis. Neste contexto, cada peça produzida é exclusiva e tem sua própria história e valor, combatendo a padronização e a banalidade. A memória viva do artesanato de ontem irá criar os novos horizontes do design de amanhã, pressupõe o estudo Colour Futures. A paleta deste tema combina uma nobre e variada linha de tonalidades botânicas, tais como mostarda, babosa, uva e cacto, enriquecidas por cores mais vibrantes e modernos tons tecnológicos.

Equilibrium” exemplifica a nova atitude em relação à vida, a reavaliação dos relacionamentos uns com os outros, com nossas comunidades e com os rigores da vida moderna. Isto é ao mesmo tempo introspectivo e contemplativo, mas está longe da atitude egoísta que vivíamos num passado não muito distante. É a busca de um tempo para sermos sociáveis, mas calmos; ativos, porém descansados; humanos, mas espirituais. Inspirada em tons de chá, a paleta deste tema conta com uma coleção de cores calmantes e agradáveis, como jasmim, rosa, tília, musgo e menta. Esses tons são sociáveis e confortantes, levando delicadeza à paleta.


O quinto e último tema, “Diversão em Casa”, é alegre e conta com uma simplicidade ingênua, fazendo apelo tanto aos jovens de idade como aos jovens de espírito. Trata-se de fazer a forma funcional ser sinônimo de diversão, tornando a casa um espaço divertido e um meio de auto-expressão, além de um ambiente de convivência social. Neste contexto, reinam os “plásticos fantásticos”, tanto em termos de material como de cores, tonalidades ousadas em combinações mirabolantes resultando em uma sensação de alegria e humor.

Esse enfoque permite o uso de cores muito fortes, mas sem sobrecarregar o todo. A paleta deste tema é única e inesperada, trazendo uma sensação de otimismo e remetendo a tons de brinquedos. Ela contém tons vibrantes e saturados, como coral, pomelo, kiwi e fúcsia, em contrastes com tons mais suaves e rebaixados, como grafite, cru e khaki, em combinações das mais expressivas.